Relatório da
empresa Clarivate Analytics traça cenário da produção científica nacional entre
2013 e 2018. Cientistas comemoram avanços, mas temem impacto dos cortes
orçamentários no futuro
sexta-feira, 6 de setembro de 2019
sexta-feira, 30 de agosto de 2019
ALGUMAS MULHERES DA HISTORIA DA MATEMÁTICA E A QUESTÃO DE GENERO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA
A importante pesquisa produzida pelo professor de Matemática da UFPA João Batista do Nascimento pode ser acessada aqui
sábado, 24 de agosto de 2019
Carta de Uberlandia
FE.UNICAMP.BR
Participantes do XI Seminário Nacional do HISTEDBR divulgaram documento ao final do…
Os alienígenas e a inovação
Finalmente fui ao médico essa
semana. Na sala de espera, compartilhada de vários consultórios, em vez de
ficar olhando o celular, revisitei o antigo hábito de folhear revistas. Peguei
um exemplar recente (junho de 2019) da revista Forbes. Tinha lá, por exemplo,
um perfil simpático àquele careca que veste terno verde, nova estrela entre os
bilionários brasileiros. Avançando nas páginas, percebi que se tratava de uma
revista para uma comunidade de outro planeta, mas que ataca o meu (nosso).
Única explicação possível, são alienígenas.
Peter Schulz
Às
tantas parei numa entrevista com um economista sênior do banco mundial, coautor
do livro "paradoxo da inovação". Não li o livro, mas a linha fina na
revista dos invasores extra-terrestres é peculiar:
"Para
o economista Xavier Cirera, do Banco Mundial, o Brasil deve focar mais em
facilitar a adoção de tecnologias existentes e menos em fazer pesquisas
novas".
Ou
seja, para os alienígenas, não devemos fazer pesquisa. Lembra a ladainha de
mesma origem sobre o ensino superior, que deve ser privatizado. Desde 1986,
como aprendi em artigo de Valdemar
Sguissardi, via Flávio Ferreira.
Escrevi sobre isso,quando do mais recente relatório pseudo-técnico chamado
""Ajuste justo"" (aspas duplas: uma para marcar que se
trata de um título e a outra para evidenciar que de ajuste e de justo pouco
há), também com uma referência á ficção científica
Mas
os invasores de corpos estão entre nós há bastante tempo, como sempre alerta Reginaldo Moraes.
para quem quiser se debruçar sobre a fonte, o link para o relatório do banco
mundial de 1986:
Como
diria Arnaldo Cezar Coelho: a agenda é clara.
Peter Schulz
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
Nasa diz que 2019 é o pior ano de queimadas na Amazônia brasileira desde 2010
Agência dos EUA disse que suas estatísticas
corroboram com as do Inpe e que no Pará e no Amazonas os principais focos estão
localizados às margens das rodovias.
Por G1
23/08/2019 20h33
Recado da Holanda para o(a)s "ranquetes"
Rankings de universidades são objetos de estudo
e muita gente se dedica a sério para estudar esse fenômeno. Parte do fenômeno
são os adeptos festivos, que chamo aqui de "ranquetes". Como o(a)s
olavetes, mas também como as chacretes - essas sim figuras humanas ricas - mas
que eram obrigadas a reproduzir coreografias rasas. Como as discussões do(a)s
ranquetes sobre rankings. Vou dar um exemplo de como há mais complexidade entre os
rankings e as universidades do que supõe as vãs descrições que circulam pela imprensa.
Hoje eu publiquei uma coluna sobre o ranking de Leiden
Pois bem, lá eu menciono que os dados brutos podem ser baixados para análise. Assim, para dar o exemplo, mexi um pouco com um índice que eles desenvolveram no CWTS: o MNCS, que é uma média ponderada por ano e área de conhecimento das publicações de uma dada universidade e compus o gráfico abaixo. (1 significa a média mundial) Os diamantes azuis são as universidade americanas: muitas (mesmo) com impacto acima da média mundial e nós lá embaixo, quadrados azuis. Que vergonha, não é mesmo? Bem, as chinesas são os quadrados vermelhos. Nossa, perdemos até pras chinesas! Tem que privatizar essa porcaria aí. Mas, esperem aí? Que vergonha para a Alemanha, triângulos amarelos. Tanta tradição, tanto prêmio Nobel e aí, apenas em torno da média mundial. E o Japão então, país atrasado, subdesenvolvido com universidades piores que as brasileiras (círculos brancos com borda preta).
Ou será que universidades são mais complexas do que a baboseira que se repete por aí? Ou a discussão precisa ser outra? Já que eu falei em chacretes: troféu abacaxi para quem só balbucia siglas e números. Pronto falei. Ops, escrevi.
CARTA DE UBERLÂNDIA
Em defesa da educação pública e da Ciência e Tecnologia no Brasil
Os
participantes do XI Seminário Nacional do Grupo de Estudos e Pesquisas
“História, Sociedade e Educação” (HISTEDBR), IV Seminário Internacional
Desafios do Trabalho e Educação no Século XXI e I Seminário Internacional do
HISTEDBR, reunidos na Universidade Federal de Uberlândia, Minas Gerais, entre
os dias 20 e 22 de agosto de 2019,
Considerando a determinação
constitucional da educação como um direito do cidadão e um dever do Estado, e
que, para cumprir esse princípio da Carta Magna a escola deve ser pública,
gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada;
Considerando o papel essencial das universidades
públicas na formação de profissionais de nível superior de alta qualidade, mas
em acelerado processo de destruição, notadamente com o programa Future-se;
Considerando, ainda, que as
universidades públicas são responsáveis por mais de 95% das pesquisas
científicas produzidas no país;
Considerando, igualmente, a
imprescindibilidade das agências federais e estaduais de financiamento da
produção científica tais como o CNPq, a CAPES, a FINEP;
Considerando, por fim, que, abrindo mão do
incremento ao desenvolvimento científico e tecnológico, o Brasil terá sua
soberania ameaçada;
Vêm enfaticamente manifestar:
Contra o absurdo desmonte da educação pública,
em todos os níveis, conclamando pelo restabelecimento de políticas públicas
orientadas para o cumprimento do que estabelece a Constituição Federal e a Lei
de Diretrizes e Bases da Educação e, também, a imediata suspensão dos cortes
nos recursos financeiros das universidades federais, institutos federais de
educação, ciência e tecnologia, assim como do CNPq, CAPES, FINEP e demais
mecanismos de financiamento da ciência e tecnologia com o consequente
restabelecimento integral dos recursos para essa finalidade definidos no
orçamento geral da União para o ano de 2019.
Uberlândia, 22 de agosto de 2019.
segunda-feira, 19 de agosto de 2019
domingo, 18 de agosto de 2019
Avaliação Educacional - Blog do Freitas
Destinado a temas sobre avaliação educacional. Contra a destruição do sistema público de educação e contra a desmoralização dos professores pelas políticas de responsabilização.
Leia aqui
Ciência e tecnologia: implicações sociais e o papel da educação
A crescente evolução e utilização de novas tecnologias vem acarretando profundas mudanças no meio ambiente e nas relações e nos modos de vida da população, colocando os indivíduos diante de novos desafios, cuja maioria a população não está preparada para enfrentar. Como possibilidade para melhor discernir situações deste tipo e atuar sobre elas, propomos desenvolver atividades didáticopedagógicas direcionadas para uma alfabetização científica e tecnológica, tendo como base aspectos históricos e epistemológicos e atentando para a questão das concepções, valores e atitudes dos indivíduos nas suas ações em sociedade. Estudos em curso sobre ciência, tecnologia e sociedade (CTS) e sobre a problemática ambiental serviram de apoio para a elaboração do presente trabalho.
José André Peres Angotti; Milton Antonio Auth
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José André Peres Angotti; Milton Antonio Auth
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Tecnologias sociais melhoram saúde de famílias ribeirinhas do Amazonas
Fruto da parceria entre a Fundação Banco do Brasil e IDIS, projeto recebeu investimento social de R$ 1 milhão para combater problemas de saneamento básico de duas mil famílias.
Escrito por Dalva de Oliveira
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Para onde vai a universidade diante da política de ciência & tecnologia no Brasil?
O livro que vocês têm em mãos é oportuno, corajoso e proveitoso
.
É oportuno, porque se refere ao duro embate em curso no Brasil
sobre a política cognitiva (que engloba a de Educação e a de Ciência,
Tecnologia e Inovação) que atinge as instituições de ensino e pesquisa
públicas. É corajoso, porque diz coisas que nenhum dos combatentes
quer ouvir. E é proveitoso, porque pode fortalecer os argumentos de
uma terceira posição ainda pouco presente no debate que, censurando
os atuais dirigentes políticos que representam o interesse da classe proprietária, e compreendendo os reclamos da comunidade de pesquisa (e
resignadamente endossando-os), há tempo clama por uma autocrítica.
Neste prefácio, tendo por base o que li com antecipação quando a Raquel e o Neder me honraram com o convite para elaborá-lo, vou apresentar elementos que fundamentam essas três características.
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